terça-feira, 13 de julho de 2010

O lago!

Um barco parte para parte nenhuma

Desnorteia-se solto num lago sereno…

Que já não se encontra de forma alguma

De tão grande… ser pequeno!

.

Com ele, leva a loucura e o meu senso

Que encalhados ficam, numa margem mais além…

E fico lutando contra uma força que já não venço

E fico desatando… um amor que ficou refém.

.

O tempo passa forte, perco o norte, perco a calma

Lago de ventos e prantos, mantos de um charco…

Onde irei render as forças da minha alma

Ou tão-somente…apodrecer como um barco!

.

.

- Moisés Correia -

12 comentários:

  1. Poema intenso e muito bem conseguido. Dilema de ser refém do amor ou de conseguir a libertação.
    Deixar de lutar é ficar refém de si próprio.
    Gostei muito do jogo entre o barco, o amor, o lago , o pranto...
    Lindíssimo!

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  2. O amor nos coloca em cada dilema... O seu poema é o resultado do que de bonito se extrai dele! Um beijo,Deia.

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  3. Hoje encontrei o seu cantinho, é um espaço lindo que me encantou, os poemas seus divinais, adorei.

    "O tempo passa forte, perco o norte, perco a calma
    Lago de ventos e prantos, mantos de um charco..."

    Hoje quem me dera que o tempo voasse bem rápido e já fosse final do ano, um ano bem dificil que estou desejando que acabe depressa.

    bjs do tamanho do infinito
    Maria

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  4. Boa noite!
    Gostei muito das suas poesias.
    Parabéns!
    Voltarei mais vezes.
    Bjs

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  5. Eu te avisei amiguinho!

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  6. Oi Manzas...
    Hoje passei para rever todos os amigos.
    E ao entrar aqui meu coração pulsou forte... Tenho que ter cuidado pois ele já não anda mais o mesmo!
    Estimo que tudo esteja bem contigo!
    Que a inspiração jamais o abandone.

    Um beijo com o meu carinho

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  7. Muito bom teu blog....
    da uma passadinha no meu depois...
    Bjus

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  8. Oi,Manzas!

    O Amor nos faz perder o rumo como um barco sem leme...

    Belo e triste poema...quem sabe ,muitas vezes o barco mesmo sem leme acaba retornando ao porto pela vontade das marés...

    Um beijo!

    Sonia Regina.

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  9. Intenso e bem construído, como todos os teus poemas.
    Lembro-me das inúmeras vezes em que eu, tal qual o barco, também parti para parte nenhuma. E quando não sabemos a qual porto nos dirigimos, nenhum vento nos é favorável.
    Boa semana querido Manzas. Beijo!

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  10. É impossível saber o destino de barcos que simplesmente nos tiram a sanidade. Perdemos a cabeça em horas de desalento e confusão, cada lágrima é mais do que a conseqüência de noites mal dormidas, é a continuidade deste lago que nos leva pra lugar nenhum.

    Linda poesia como sempre. (E finalmente, após um ano sem conseguir sentir o poder da palavra numa folha em branco, voltei a postar)

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  11. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  12. " Quando te sentires só, olha para o sol e a lua e vê que eles tambem estão sozinhos e nem por isso deixam de brilhar " Peguei neste pensamento que tens escrito aqui neste teu canto, que serve para todos nos, que tantas vezes somos atropelados por momentos e sentimentos que descreves neste teu belo poema.
    Sempre com amizade
    Fernanda

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